Quem é da década de 70 e 80 com certeza lembra bem desse nome e desse produto.
O tênis foi lançado em 1970, com uma estrategia de marketing fantástica, aproveitando a copa do México, onde Brasil se tornou Tri-Campeão Mundial e iniciou a saga de sucesso em vendas do Kichute.
Com a conquista do Bi-mundial em 62, as reuniões para elaborar um novo produto começaram, e em 1965 e os executivos iniciaram o brainstorm e definiram que as características desse novo produto eram as seguintes: tênis de lona e borracha, travas grandes (simulando chuteira) e cadarços compridos.
Sendo barato e muito resistente, o target deste produto eram as classes C e D.
Vale ressaltar que à época, (diferente de hoje) a qualidade e a durabilidade eram fortes diferenciais competitivos dos produtos.
Na década de 80, 90% dos meninos tinham Kichute, e a galera chutava tudo que aparecia pela frente, bola, canela, lata, pedra e na minha época, latinhas de pitchula no intervalo das aulas...Quem não possuía um,era excluído da equipe de futebol.
Para se ter uma idéia do sucesso e das vendas, no ano de 1978, o produto vendeu 9,8 milhões de pares de tênis, mais que 10% da população brasileira da época. Um sucesso assustador.
Com os fracassos da Seleção nas Copas de 82,86 e 90, as vendas começam a cair. Diversos produtos modernos começam a entrar no país na década de 90. O produto não se modernizou, o design começou a ficar ultrapassado, as pessoas passaram a ter vergonha de utilizar o produto e devido ao preço baixo, é praticamente o fim, sendo usado apenas por profissionais de serviços pesados, como pedreiros e lixeiros.
Hoje o produto não chega a vender nem 200 mil pares por mês. A Alpargatas, vem se animando para relançar, mas ainda não o fez.
Em 2002, um momento nostálgico, o estilista Alexandre Herchcovitch colocou seus modelos desfilando de Kichute, foi uma histeria, muita mídia, talvez um último suspiro do produto, mas o produto estava realmente acabado.
Tem um site no ar da Alpargatas, http://www.kichute.com.br/, que tem muita informação legal, vale a pena se quiser matar a saudade.
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