segunda-feira, 27 de julho de 2009

Novas regras para cartão de crédito

Não dá para entender!!!

Em função da praticidade, agilidade e qualquer outro adjetivo que os cartões de pagamento se inserem, atravéz deles, o mercado nacional movimentou mais de R$ 375 bilhões só no ano passado

Agora, o Banco Central e os ministérios da Fazenda e da Justiça estudam uma nova regulamentação do mercado com o objetivo principal de aumentar a concorrência do setor, hoje praticamente dominado por duas empresas.

Digamos que as mudanças mais expressivas são:
1 - unificação das redes de máquinas de leitura dos cartões, e;
2 - à cobrança de preço diferenciado para pagamento com cartão de crédito e ao prazo de pagamento do varejo pelas operadoras dos cartões.


1.1 - Ou seja, em linhas gerais, nós consumidores teremos a praticidade de pagar com qualquer cartão de crédito, não interessa se é visa, mastes, amex ...

1.2 - Os comerciantes não terão que pagar várias linhas telefônicas (uma para cada máquina)


2.1 - A mudança que deve surtir efeitos mais imediatos para o consumidor é a que pode permitir que o varejo cobre do consumidor que fizer um pagamento em cartão de crédito um valor diferente do que seria cobrado se a conta fosse paga em dinheiro ou cheque.



Atualmente, o preço cobrado à vista deve ser o mesmo, seja qual for o instrumento usado para o pagamento – dinheiro, cheque ou cartão.

2.2 - A idéia por trás da potencial mudança é que a possibilidade de cobrar preços diferenciados pode gerar benefícios para o consumidor que utiliza dinheiro ou cheque, que não terá que “dividir” com os usuários de cartões as taxas pagas às administradoras.


As entidades de defesa do consumidor, no entanto, são contrárias à cobrança diferenciada. “A gente entende que não deve ter diferenciação alguma pra quem paga em dinheiro e cartão de crédito. Todos os pagamentos são à vista”, diz Renata Reis, técnica da Fundação Procon de São Paulo. No Distrito Federal, no entanto, uma decisão judicial já permite essa diferenciação.

2.3 - O próprio varejo tem dúvidas sobre a vantagem da mudança. “Acho que afetaria muito o uso do cartão você saber que, para usá-lo, vai ter que pagar uma taxa ao lojista, além da taxa anual que já paga para o cartão. Não sei se isso é benéfico”, diz Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Você mudaria os termos da relação do consumidor com a empresa do cartão”, completa ele.


Concorrência

Em estudo sobre o mercado de cartões de pagamento divulgado em março deste ano, o Banco Central destaca a necessidade de se aumentar a concorrência do setor, dominado pela Redecard e pela Visanet, o que poderia resultar em ganhos para os consumidores.

Uma das maiores dificuldades para quebrar esse quase duopólio são as redes de máquinas de leitura dos cartões. Isso porque hoje cada bandeira opera apenas em máquinas da própria rede – dessa forma, a entrada de uma nova operadora exigiria mais uma leitora em cada loja ou prestador de serviço.

Lojistas reclamam

Do lado dos lojistas, as maiores protestos são quanto às taxas cobradas sobre as operações feitas com cartão de crédito (de 3% a 5%) e do tempo decorrido entre o pagamento feito pelo cliente e o recebimento do dinheiro pelas operadoras de cartões, hoje entre 30 e 40 dias, bastante superior ao vigente na Europa e nos Estados Unidos.

Para a Abecs, no entanto, o formato brasileiro da indústria de cartões é mais benéfico ao consumidor. “Tudo na vida tem explicação. No Brasil é assim porque o portador do cartão paga sua conta também em 30 dias, sem nenhuma incidência de juros. Então o estabelecimento também é pago 30 dias depois”, diz ele.

“Nos Estados Unidos, também não tem uma outra facilidade que tem no Brasil, que é o parcelamento sem juros. Lá, você vai pagar juros desde a data em que você fez a compra. É um modelo diferente. Aqui é um modelo que tem mais vantagem para o portador do cartão”, defende Medeiros.

A grande questão é: Será que agora teremos que voltar a preencher cheques para ter uma melhor negociação ao final das compras?




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