O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), que a Fecomercio SP divulga hoje, voltou ao patamar pré-crise, depois de registrar altos e baixos por conta da crise global.
O ICC, que ficou em 139,8 pontos em agosto, estava em 139,97 em setembro de 2008, quando as turbulências econômicas se aprofundaram e assustaram o consumidor, levando o índice a registrar sucessivas quedas. A escala vai de 0 a 200 pontos.
"O ICC já havia rompido os 139 pontos em julho e se manteve em agosto, prova de que a confiança está mantida", diz Thiago Freitas, economista da Fecomercio SP. Contribuíram para a alta da confiança as condições de crédito e as ações do governo, como desoneração do IPI para carros e linha branca.
A Fecomercio SP ouve mensalmente cerca de 2.000 pessoas em São Paulo para compor o indicador, que reflete uma média entre as expectativas dos consumidores para as economias atual e futura e é composto pelo Icea (Índice das Condições Econômicas) e pelo IEC (Índice de Expectativas do Consumidor).
O Icea -parte do índice que determina a sensação dos consumidores quanto à situação atual- cresceu 0,9%, atingindo 131,6. Segundo o economista, o Icea reflete a percepção do consumidor em relação ao emprego e à renda. "Esse otimismo se deve ao comportamento favorável da massa real de salários, que teve crescimento médio real de 5% no semestre."
Já o IEC, que mostra a percepção do consumidor sobre a situação futura, teve leve queda de 0,6%, registrando 145,2 pontos. "A queda na expectativa futura resulta da boa condição atual. Como o presente se mostra favorável, o consumidor antecipa as compras e acaba segurando a intenção de consumo futuro. Mas, como o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro, a tendência de alta deve ser incorporada."
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