sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cem anos de involução na administração mundial.


Pessoal, neste caso, vou me colocar ao lado de Taylor, sobre uma rezenha antiga que fiz de um de seus livros:




Taylor, Frederick W. Princípios de Administração Científica. Ed. Atlas: São Paulo. 1995


Taylor, conhecido como pai da administração científica, surpreende com a simplicidade do livro em questão, mas, o mais surpreendente é a involução da gestão de pessoas e equipes em mais de cem anos. Se dermos à Taylor o título de visionário por ter descrito como se portaria o sistema de gestão cem anos após a escritura de seus livros, seremos contraditórios ao ponto que gostaria de enfatizar.

Taylor identificou o motivo da falta de compromisso com a organização e desenvolveu métodos de pesquisa que poderiam sanar os problemas por ele apresentados, com exposto em seu livro, ele lança os problemas a nível universal, os estuda, e os resolve, assim, resolvendo o problema da “humanidade”.

A falta de compromisso, a lei da fadiga, formas diferenciadas ou customizadas de remuneração, o método de Gilbreth, assistência ao trabalhador, sinergia entre as áreas, a escolha dos funcionários para aprimorar ou mesmo executar as tarefas com mais eficiência, eficácia ou efetividade, realmente até hoje são problemas em todas as áreas da empresa (estratégica, tática e operacional), e exaustivamente, discutidos métodos e meios de sanar o problema de produtividade empresarial, industrial, governamental e até em organizações não governamentais.

Quando Taylor faz uma analogia entre um time desportivo em que à falha de um componente compromete o rendimento da equipe, e este é praticamente esculachado pelo time, e os funcionários de uma empresa, onde um funcionário que está comprometido com o sucesso da empresa, ou até mesmo com seu próprio sucesso, é desencorajado e até ameaçado pelos demais funcionários da empresa se manter um rendimento acima da média. Fica claro que uma das principais causas de insucesso das empresas é a própria contaminação interna com o vírus do comodismo nas corporações.

Tendo em vista que a obra de Taylor atravessou várias décadas, a pergunta em questão é: qual o motivo destes problemas ainda não terem sido resolvidos?

Alguns palestrantes fazem uma analogia consistente relacionando o trabalho à vida. Se você acha seu trabalho ruim, sua vida é ruim! Afinal de contas, passamos as melhores horas do dia, dos melhores anos de nossas vidas trabalhando.

Possivelmente, este problema seja uma questão de berço, você escuta expressões como, ao chegar do trabalho, seu pai em estado deplorável diz: chequei da senzala! Outros reclamam com embasamento histórico, como: a princesa Izabel esqueceu de mim quando aboliu a escravatura! Ou seja, você cresce aprendendo que trabalhar é ruim, faz mal, etc. Como podemos exigir que os gestores das empresas sejam mais persuasivos do que os pais de cada jovem que, ao conseguirem o primeiro emprego ouvem piadinhas do gênero: agora a vida mansa acabou! Agora você vai ver o que é sofrer! Com isso, trabalhando fortemente o cociente e o sub-cociente do futuro do Brasil, provavelmente continuaremos tendo problemas sociais em um curto espaço de tempo funcional. Não tenho conhecimento de algum funcionário ter em seu quarto um quadro com a foto do chefe, para ao acordar, olhar para ele e dizer: Chefinho, estou chegando!

Não podemos deixar de mencionar a importância de Taylor para o sistema empresarial contemporâneo, nem mesmo sua história de sucesso. Apenas não concordo que o sistema empresarial esteja despendendo recurso e tempo para sanar problemas apontados a mais de um século.

A evolução esta cada vez mais rápida. Se analisarmos historicamente, quantos anos se passaram até a revolução industrial e quantos anos se passaram após a referida revolução, a diferença de tempo é imensa entre um marco e outro. E hoje, cogitamos que a sociedade da informação tende a ser extinta em cinqüenta anos. Por tanto, o mundo esta evoluindo quase que na velocidade da luz e o sistema empresarial parece andar com viseiras de cavalo que olham apenas para frente. Tivemos o surgimento de novas áreas oriundas da administração e da economia, como marketing, TI, RH, comércio exterior, relações internacionais entre outros e os problemas apontados por Taylor, volto a dizer, ainda assombram o autóctone sistema de gestão contemporâneo sem uma previsão consistente de quando teremos uma vacina eficiente para este vírus.


2 comentários:

  1. Ola Tiago
    se voce tiver oportunidade leia nosso livro que está sendo publicado pela Qualitymark: Taylorismo apos 100 anos nada superou o modelo de gestão.

    abraços

    prof. paulo moreira - qualiset@bol.com.br

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